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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Condição física pode determinar o Brasil da estreia


O Brasil de Dunga tem alguns jogadores que, por critérios técnicos e retrospecto com o treinador, podem ser considerados titulares absolutos. São os casos de Kaká e Júlio César, por exemplo. Mas a condição física de ambos e de todo o grupo às vésperas da estreia poderá determinar quais serão os 11 que começarão o jogo contra a Coreia do Norte, dia 15, em Joanesburgo.


“Temos que esperar até a Copa (começar) e ver o condicionamento de um ou outro jogador. Todos têm que estar preparados para entrar", afirmou Dunga sobre qual será o time da estreia no Mundial da África do Sul. "Mas claro que na minha cabeça tem uma equipe. Se depois de três anos e oito meses não tivesse, o presidente (da CBF, Ricardo Teixeira) me demitiria", completou, irônico.



Kaká sofreu com lesões durante a temporada europeia e perdeu várias partidas do Real Madrid, seu clube. Júlio César, Maicon e Lúcio, base da defesa do treinador desde o início do seu trabalho, atuaram pela Inter de Milão até o último dia 22, quando conquistaram a Liga dos Campeões da Europa. O zagueiro Juan, outro titular, também teve problemas físicos em seu ano na Roma. Ainda fora do seu condicionamento ideal, foi poupado do amistoso contra o Zimbábue numa decisão em consenso com a comissão técnica.



"Só demos uma segurada", simplificou Dunga sobre Juan, que treina normalmente nesta quinta. O mesmo ocorre com Kaká e Júlio César, outros que foram poupados. O goleiro saiu ainda no primeiro tempo após sentir dores lombares. "Vai fazer um trabalho mais localizado, mas em dois ou três dias não terá problema nenhum", completou o técnico.



"Tentamos equilibrar os treinamentos, dosar as atividades. Às vezes para alguns jogadores o melhor treinamento é o trabalho de recuperação na sala de musculação", afirmou o treinador sobre o procedimento da sua comissão para deixar o grupo em boas condições.



Tirando o pé

O técnico considera o Brasil atingiu um estágio crucial na preparação para o Mundial. A comissão técnica não quer exigir dos jogadores além do que tem feito, mas também precisa zelar para que o grupo não perca condicionamento e competitividade.



Para atingir isso, haverá uma mudança, segundo Dunga e Jorginho já programada, no plano de treinos do Brasil. "A tendência é diminuir o tempo de trabalho e aumentar a velocidade do treino. Vínhamos numa linha mais de quantidade com intensidade", analisou o treinador. Os trabalhos de campo do Brasil na África têm durado em média 2h.



O técnico vê a mesma tendência em outras seleções. Inclusive em amistosos. "O atleta está em preparação, não em competição. Na hora de dividir tira o pé", analisou. "Agora é mais movimentação, trabalhar algo feito em treinamento. Nenhum jogador vai jogar 100% (um jogo preparatório)", completou.



Antes de jogar pela Copa no próximo dia 15, o Brasil entra em campo nesta segunda-feira contra a Tanzânia, em Dar es Salaam. A delegação repetirá o plano feito para a partida no Zimbábue e irá embarcar na véspera da partida. O retorno a Joanesburgo será imediatamente após o amistoso.

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